Efeito do exercício de força sobre o perfil hormonal e marcadores de lesão muscular
O treinamento de força conquistou um grande espaço nos programas voltados para promoção-manutenção da saúde (Feingenbaum & Pollock, 1999). A manutenção da massa muscular não é mais um objetivo, exclusivamente, estético. A massa muscular e o nível de força são cada vez mais considerados valiosos componentes da aptidão física e qualidade de vida (Metter et al., 2002; Metter et al., 2004). Isto tem sido constatado, principalmente, durante o envelhecimento. Porém, outras situações também são marcadas pela rápida perda de massa muscular. O intenso catabolismo muscular observado em patologias, como a AIDS e o Câncer, é responsável pelo aumento da taxa de mortalidade. Diversos estudos têm demonstrado que o treinamento de força é capaz de atenuar o catabolismo muscular nestas situações (Strawford et al., 1999; Foster-Burns, 1999; Hurley & Roth 2000; Al-Majid & Mccarthy 2001; Drewnowski & Evans 2001). Apesar do corpo de evidências sobre os benefícios do treinamento de força apresentar um significativo grau de hipertrofia nos últimos anos, ainda existem limitações com relação ao controle da intensidade do estímulo. Portanto, o objetivo deste projeto é analisar o comportamento de hormônios (GH, Cortisol e Testosterona) e estimar o grau de estresse muscular (CK e LDH) em indivíduos submetidos a 4 diferentes protocolos de exercícios de força com diferentes intensidades e o mesmo volume. Conhecendo o comportamento dos hormônios e dos marcadores de lesão muscular, em diferentes intensidades, a prescrição do treinamento de força se tornará mais segura. Pensando naqueles que exigem cuidado especial, como idosos ou portadores de alguma fragilidade muscular, é imprescindível conhecer o nível de estresse (carga interna de treinamento) que o organismo é submetido em diferentes intensidades.
Financiamento FAPESP 06/54683-8
Expressão de genes relacionados à via do fator de crescimento e diferenciação 8 durante o crescimento longitudinal do músculo esquelético.
As funções clássicas desempenhadas pelo músculo esquelético são: a realização de movimentos, a manutenção da postura e a produção de calor. Entretanto, além das funções acima citadas, estudos recentes têm relacionado à manutenção da massa muscular com qualidade de vida e saúde (MITCHELL et al., 2002; METTER et al., 2002; MACHIDA & BOOTH, 2004). METTER e colaboradores (2002) demonstraram uma correlação entre menor produção de força de membros inferiores e aumento da taxa de mortalidade em idosos. A sarcopenia frequentemente observada no envelhecimento é importante componente do quadro conhecido como, fragilidade senil (VANLTILLIE, 2003). Um dos fatores relacionados com a perda de massa muscular, perda de força e alterações no fenótipo do músculo esquelético é o desuso (BOOTH, 1982; ANSVED, 1985; APPELL, 1986; MACHIDA & BOOTH, 2004). Portanto, considerando a importância do músculo para a manutenção da qualidade de vida, é fundamental o estudo dos genes e vias intracelulares que estão envolvidos na manutenção e ganho da massa muscular. O entendimento destas vias é crucial para o desenvolvimento de estratégias para minimizar a perda de massa muscular em possíveis candidatos a hipocinesia. Atualmente, existe um grande interesse no papel da Miostatina (GDF-8) sobre o controle da massa muscular em algumas situações como, o envelhecimento e a microgravidade, e em algumas patologias como, o câncer e a AIDS. Alguns grupos de pesquisa estão trabalhando para o desenvolvimento de estratégias para bloquear a ação da miostatina no músculo (PATEL & AMTHOR, 2005). O objetivo do presente estudo é verificar o comportamento do gene da miostatina durante o alongamento crônico do músculo esquelético. Uma vez que, a miostatina tem se mostrado determinante para o crescimento radial do músculo esquelético, neste projeto será avaliada sua participação no crescimento longitudinal.
Financiamento FAPESP 06/52204-5
Efeito da suplementação de carboidrato sobre parâmetros hormonais, imunológicos e de desempenho em tenistas
Devido as suas características específicas, o tênis é um esporte que impõe um significativo nível de estresse (carga interna de treinamento) ao organismo (KOVACS, 2007). Neste contexto, é extremamente relevante testar e desenvolver estratégias nutricionais que visem o aumento do desempenho e a atenuação de possíveis efeitos deletérios associados ao processo de treinamento. Já é sabido que a suplementação de carboidrato é capaz de manter a glicemia, promover aumento do desempenho, atenuar a secreção de cortisol, e consequentemente, minimizar a imunossupressão em atividades de longa duração. No entanto, os escassos estudos que investigaram o papel ergogênico da suplementação de carboidrato no tênis ainda são inconclusivos (KOVACS, 2006). Portanto, os objetivos do presente projeto são: a) realizar uma avaliação nutricional de tenistas, a fim de verificar os principais fatores limitantes da alimentação dos mesmos; b) verificar se a suplementação de carboidrato maximiza o desempenho de tenistas e c) analisar o efeito da ingestão aguda de carboidrato sobre a secreção de hormônios e parâmetros relacionados ao sistema imunológico. Para testar esta hipótese, atletas do sexo masculino, com pelo menos cinco anos de experiência em treinamento específico de tênis, serão participarão de uma simulação de partida (180 min). A simulação ocorrerá em dois dias distintos, nos quais os mesmos serão suplementados com carboidrato (ou placebo), seguindo o modelo experimental duplo-cego randomizado cruzado. Durante o jogo, será realizado o scout técnico completo dos tenistas. Após o término da partida, serão conduzidos testes de desempenho. A resposta hormonal (cortisol e testosterona) será avaliada através da coleta de saliva. Também será determinada a concentração de IgA na saliva.
Financiamento Cnpq 2008-2011
Expressão de genes envolvidos na sinalização da miostatina (GDF-8) em reposta a diferentes modelos de treinamento de força
A Miostatina (Growth and differentiation factor 8) é uma proteína pertencente à família TGF-B (Transforming growth factor - B) que regula, de maneira negativa, a massa muscular esquelética (McPHERRON, 1997; McPHERRON & LEE, 1997). Diversos estudos mostram que a expressão da Miostatina é modulada em situações, nas quais, são evidenciadas alterações na massa muscular (LEE, 2004; PATEL & AMTHOR, 2005). Patologias que promovem intenso catabolismo, como câncer (caquexia) e AIDS, estão, positivamente, relacionadas ao aumento na expressão de Miostatina (GONZALEZ-CADAVID, 1998; ZIMMERS, 2002). Em contrapartida, algumas evidências indicam que o treinamento de força exerce efeito inibitório sobre a expressão/atividade da Miostatina, uma vez que esta estratégia é capaz de promover a hipertrofia do músculo esquelético. Embora, é importante ressaltar que as evidências iniciais não estabeleceram comparações entre modelos diferentes de treinamento de força. Portanto, os objetivos do presente projeto são: a) comparar o efeito de diferentes protocolos de treinamento de força (força máxima e potência) sobre componentes da via de sinalização da Miostatina e b) avaliar o efeito agudo do exercício excêntrico realizado em diferentes velocidades sobre a expressão de genes envolvidos na sinalização da Miostatina.
Financiamento FAPESP 08/58415-3